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A arte de não se confundir com o que surge em você: o nascimento da consciência testemunha. O segredo para não ser dominado pelos pensamentos.

  • 20 de dez. de 2025
  • 7 min de leitura

Não ser dominado pelos pensamentos não exige silenciar a mente nem lutar contra o que surge dentro de você.

O verdadeiro segredo está em reconhecer algo mais profundo: você não é o pensamento, a emoção ou a lembrança que aparece — você é a consciência que observa tudo isso.


Quando essa distinção é lembrada, nasce a consciência testemunha, e com ela uma liberdade interior que não depende de controlar a mente, mas de deixar de se confundir com ela.


Como parar de ruminar pensamentos: o gesto que quebra o feitiço e devolve liberdade interior

O segredo para não ser dominado pelos pensamentos

A arte de não se confundir com o que surge em você: o nascimento da consciência testemunha


Há momentos em que algo surge em nós com tanta força que parece ser a nossa própria voz: um pensamento automático, uma lembrança que invade, uma crítica interna, uma preocupação que se multiplica. E sem perceber, tomamos aquilo como verdade, como identidade, como “eu”.


Mas há um segredo simples (tão simples que passa despercebido!) que transforma completamente essa relação com a mente:


você não é o que surge em você.

Você é quem vê o que surge.


É impossível exagerar a importância disso.

Todo sofrimento psicológico desnecessário nasce do esquecimento dessa distinção e toda liberdade interior começa quando ela é lembrada.



O fenômeno central: a fusão com o pensamento


O pensamento é rápido, espontâneo, involuntário.

Ele surge sem pedir permissão e desaparece sem despedida.


Mas o sofrimento começa quando, em vez de reconhecê-lo como um evento da mente, nós nos confundimos com ele.

Mentalmente dizemos:


• “Estou pensando isso, então isso é verdade.”


• “Senti isso, então isso sou eu.”


• “Tive essa lembrança, então ela define meu presente.”


• “Esse impulso surgiu, então eu devo segui-lo.”


Essa fusão - pensamento → identidade - é o núcleo da confusão humana.


É como assistir a um filme e esquecer que estamos no cinema.

De repente, somos o personagem, sentimos o drama, sofremos a dor e tudo isso dentro de uma história que nunca foi nossa.



O surgimento da consciência testemunha


Mas existe uma forma distinta de viver:

um modo de estar presente em que você vê o pensamento

como pensamento,

a emoção

como emoção,

a memória

como memória.


Não como identidade.


Esse modo é o que as tradições orientais chamaram de consciência testemunha, o aspecto de nós que não muda enquanto tudo o mais muda.


É a parte silenciosa que percebe:

• o pensamento que surge,

• a emoção que se forma,

• a imagem mental que aparece,

• a sensação que se intensifica,

• e tudo isso que vem e vai.


A consciência testemunha é o fundo que permanece enquanto as formas variam.


É como o céu:

sempre presente, enquanto nuvens, ventos, chuvas e tempestades passam.


E quando a consciência testemunha é reconhecida, uma mudança profunda acontece: o que antes te dominava passa a ser apenas observado.



O pensamento é um evento, não uma identidade


A psicologia contemporânea chama essa habilidade de metacognição, mas é apenas uma palavra moderna para algo muito antigo:

a capacidade de ver o pensamento como um evento, não como “você”.

Um evento:

• tem começo,

• duração,

• desaparecimento.


Você percebe o pensamento chegar.

Percebe sua permanência.

Percebe sua dissolução.


Quem percebe isso tudo?

O pensamento?

A emoção?


Não.

Só a consciência pode perceber o movimento dos pensamentos.


Se você percebe o pensamento, então você não é o pensamento.

Se percebe a emoção, então você não é a emoção.

Se percebe a lembrança, então você não é a lembrança.


Essa diferenciação parece sutil, mas é revolucionária.


A mente continua, mas você deixa de ser arrastado


O grande equívoco espiritual é acreditar que a liberdade nasce quando a mente se cala. Mas a verdade, simples, prática e transformadora, é outra:


a liberdade não nasce do silêncio da mente,

mas do não envolvimento com ela.


O pensamento continua.

A emoção continua.

A memória continua.

O impulso continua.


Mas você não se confunde com nada disso.

Você observa.


E quando observa, algo extraordinário acontece:

o poder dos conteúdos mentais se dissolve.


A mente não precisa

parar você só precisa deixar de virar refém.



A prática que muda tudo: nomear o que aparece


Quando algo surge (uma emoção, uma lembrança, uma irritação) o ato de nomear cria espaço.


“Pensamento de raiva.”

“Preocupação.”

“História repetida.”

“Imagem triste.”

“Fantasia.”

“Suposição.”


Esse simples gesto separa:


• o evento,

• do observador.


É como colocar o pensamento numa prateleira, próximo o suficiente para ser visto, longe o suficiente para não te arrastar.


O nome cria a distância necessária para que a consciência testemunha se manifeste.


A partir dessa distância, você recupera:

• discernimento,

• lucidez,

• calma,

• autonomia,

• liberdade emocional.



Ligação com o artigo anterior: começar pelo corpo


No artigo anterior - “O corpo como portal para observar a mente sem esforço” você viu como retornar ao corpo abre o campo e neutraliza a densidade mental.


Este artigo aprofunda a etapa seguinte: reconhecer que algo em você observa o corpo e observa a mente.


Um mostra o portal.

O outro mostra quem atravessa o portal.


Juntos, formam uma base sólida para a prática da presença.



A maturidade espiritual começa quando deixamos de acreditar em tudo o que pensamos


A mente é um gerador constante de interpretações, histórias, memórias, medos e fantasias. Ela não pede permissão - apenas aparece.

Quase tudo o que surge nela é reflexo de condicionamentos antigos, experiências passadas, expectativas inconscientes, impulsos automáticos.


A maturidade espiritual começa quando você percebe que:

• o pensamento é rápido,

• mas você é vasto;

• a emoção é intensa,

• mas você é estável;

• a lembrança é vívida,

• mas você é o presente;

• o impulso é forte,

• mas você é livre.


Esse deslocamento do conteúdo para o observador é a virada mais importante do caminho interior.


Não é uma técnica.

É uma mudança de identidade.



A consciência testemunha não é uma “coisa”: é uma posição interna


Muita gente tenta observar pensamentos como se observasse objetos externos.

Mas observar a mente não é olhar “para algo”, é olhar a partir de um lugar.


O lugar é este:


• estável,


• silencioso,


• sem pressa,


• sem querer,


• sem buscar,


• sem rejeitar.


Esse lugar é o fundo sempre presente.

É a consciência antes de se misturar com as formas.


Quando você está nesse lugar, não precisa tentar observar nada, a observação acontece sozinha.


O pensamento surge e é visto.

A emoção surge e é sentida.


E tudo isso é percebido sem que você se perca.


Esse “lugar” não surge com esforço,

ele aparece quando o esforço cessa.



Como treinar a consciência testemunha no cotidiano


1. Desidentificação suave


Sempre que surgir um conteúdo mental, diga internamente:

“Isso está acontecendo em mim.”

Reconheça: “não sou eu”.

Esse espaço muda tudo.


2. Nomear o fenômeno


Nomear é separar.

“O corpo está tenso.”

“Pensamento ansioso.”

“Imagem repetida.”

“Suposição.”

“Interpretação automática.”


O nome tira o conteúdo mental do trono.


3. Mudar de analisar para apenas ver


Análise te puxa para dentro da narrativa.

Ver te devolve para o observador.


4. Voltar ao corpo quando a mente estiver densa


O corpo é a parte do campo que sempre está disponível.

Ele ancora a presença e impede que a mente te engula.


5. Notar a dissolução espontânea


Quando você não se identifica, o conteúdo perde vida própria.

Tudo se dissolve mais rápido quando você não alimenta com atenção.


A prática espiritual mais profunda é a mais simples


A mente diz:

“Resolva.”

“Analise.”

“Expulse.”

“Entenda.”


Mas a consciência testemunha não pede nada disso.

Ela só pede que você veja.


Ver é permitir.

Ver é soltar.

Ver é abrir espaço.

Ver é deixar o fluxo mental seguir seu curso sem te sequestrar.


A espiritualidade madura não tenta corrigir a mente,

ela apenas deixa de acreditar que a mente é o eu.


Quando você percebe o observador, nada mais te domina


O pensamento pode insistir.

A emoção pode intensificar.

O medo pode retornar.

A memória pode bater à porta.


Mas nada disso define quem você é.

Você é o espaço onde tudo isso aparece.

O céu, não as nuvens.

O campo, não a figura.

A tela, não o filme.


E quando isso é visto, uma liberdade silenciosa nasce:

uma autonomia emocional que não depende de circunstâncias.






O convite


 Se esse tema ressoou, veja o vídeo completo. Ele aprofunda esse reconhecimento de forma muito prática e direta:


🎥 O Segredo para Observar a Mente SEM Esforço




E, se quiser aprender como usar o corpo para observar a mente quando a mente está densa demais, veja também:


🎥 O Corpo Como Portal para Observar a Mente Sem Esforço




Um vídeo te mostra como não se confundir com a mente. O outro te mostra por onde começar quando a mente está intensa demais.



Concluindo

No fundo, toda jornada espiritual leva ao mesmo lugar:

o reconhecimento claro de que você não é o que surge em você.


Pensamentos e emoções mudam e você permanece.

Memórias voltam, sensações oscilam e você permanece.


E é nessa permanência silenciosa que a verdadeira liberdade vive.


A consciência testemunha não é um estado,

é sua natureza.


E quando isso é lembrado, a mente perde o poder de te dominar.


Você não “vence” a mente.

Você transcende a confusão sobre quem é.


Andrés De Nuccio






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2 comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
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Membro desconhecido
08 de jan.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Um post para ser lido e relido, refletido, e para ser posto em prática imediatamente se quiser viver com saúde mental.

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Marluaguilera@gmail.com
22 de dez. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Muito obrigada pelas sempre oportunas lições.

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