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A liberdade de não ser o que a mente produz: como nascer para além dos pensamentos automáticos

  • 3 de jan.
  • 7 min de leitura

Mudar a relação com os pensamentos é o passo mais decisivo para conquistar liberdade interior.

Pensamentos surgem de forma automática, repetitiva e involuntária — mas isso não significa que definem quem você é.

Quando deixamos de nos confundir com o que a mente produz, nasce uma forma de viver mais lúcida, estável e livre, mesmo em meio ao fluxo mental.



Como parar de ruminar pensamentos: o gesto que quebra o feitiço e devolve liberdade interior


Quer mudar sua vida? Mude a RELAÇÃO com seus pensamentos!


A liberdade de não ser o que a mente produz: como nascer para além dos pensamentos automáticos


Há um momento silencioso (quase imperceptível) em que você se dá conta de que não está escolhendo o que pensa.

Pensamentos aparecem como visitas inesperadas: chegam, falam, ocupam espaço… e só depois percebemos que abrimos a porta sem perguntar quem era.


E, no entanto, vivemos como se cada pensamento fosse um reflexo direto de quem somos.

Como se cada voz interna fosse nossa e cada impulso fosse uma intenção.

É essa confusão (automática, antiga, invisível) que nos aprisiona.


E é justamente nessa confusão que começa a possibilidade de liberdade.


O erro central: acreditar que “pensar” é um ato voluntário


Desde pequenos, aprendemos a associar pensamento à identidade:


• “Pense antes de agir.”

• “Você pensou isso? Que feio.”

• “Por que você está pensando nisso?”

• “Eu penso, logo existo.”


Mas ninguém nos explica que pensar é maioritariamente involuntário.

A maior parte do fluxo mental é:

• automático,

• imprevisível,

• repetitivo,

• condicionado,

• espontâneo.


Ele não consulta você.

Ele simplesmente acontece.


E quando acreditamos que tudo o que acontece em nós é nós,

então todo pensamento vira ordem.

Toda imagem vira verdade.

Toda emoção vira identidade.


É assim que nos tornamos reféns da mente

(não porque ela seja forte),

mas porque acreditamos nela sem examinar.



O pensamento não é um autor, é um acontecimento


Um trovão não é um julgamento.

Uma onda não é uma intenção.

Um trovão não está “falando com você”.

Uma onda não está “decidindo por você”.


Da mesma forma:


Um pensamento não é um sujeito.

É um evento.


Ele surge, permanece por alguns instantes, e depois desaparece.

E o próximo surge sem relação direta com o anterior

da mesma forma que ondas se alternam sem coordenação consciente.


Mas nós lhes damos um poder que nenhuma onda possui:

o poder de governar nossas ações, humores e decisões.


Qual a consequência disso?


Submetemo-nos a algo que não pensa em nós.


A mente produz conteúdo,

mas não possui consciência.

Não possui intenção.

Não possui sabedoria.

Ela apenas reproduz - como uma máquina biológica.


A consciência, essa sim, observa.

Discernimento, essa sim, escolhe.

Liberdade, essa sim, dirige a vida.



Você é quem vê, não o que aparece


Se existe algo que muda tudo é esta constatação:

o pensamento aparece para você, mas não é você.


Se fosse você:

• teria controle sobre quando começa,

• teria controle sobre quando termina,

• não seria surpreendido por memórias antigas,

• não teria pensamentos contraditórios,

• não teria impulsos indesejados,

• não seria traído pela própria mente.


Mas é traído.

E é surpreendido, contradito e empurrado por impulsos.


Porque o pensamento não é sua identidade.

É apenas um movimento da mente.


E você é aquilo que vê esse movimento.



A pergunta que liberta: “O que vê o pensamento?”


O que vê a imagem interna?

O que ouve a voz mental?

O que reconhece o impulso surgindo?

O que percebe a memória retornando?


Esse “o que” não é um pensamento.

Não é uma emoção.

Não é uma intenção.

Também não é um julgamento.


Esse “o que” é o lugar da consciência,

um campo silencioso que permanece mesmo quando a mente está barulhenta, o corpo está tenso e a emoção está intensa.


É esse campo que percebe tudo,

mas não é afetado por nada.


Esse campo é você.



O nascimento da liberdade interior


A liberdade não acontece quando a mente para de pensar.

Ela acontece quando você para de se confundir com o pensamento.


A mente continua.

O fluxo continua.

As narrativas continuam.

As imagens continuam.


Mas algo em você deixa de reagir.

Deixa de obedecer e de acreditar sem examinar.


Essa é a mudança real:

você deixa de ser arrastado pelo que surge.


Ainda sente, ainda pensa, ainda se emociona,

mas não é engolido.


Não é possuído, hipnotizado.

Não é empurrado.


É aí que nasce o discernimento.

E a autodeterminação.


A ponte com artigos anteriores


Nos textos anteriores desta série, você viu:


O Meio Segundo de Consciência Que Transforma Suas Relações e Emoções: a importância de não lutar com a mente, mas observar o movimento dela;


O segredo para observar a mente SEM esforço: como se posicionar como observador muda completamente a força dos pensamentos;


O segredo para não ser dominado pelos pensamentos: como cinco minutos de silêncio reorganizam o campo interno.


Agora avançamos um passo decisivo:

não basta observar, é preciso perceber que você é o espaço onde tudo é observado.

Esse ponto é a virada espiritual real.



O pensamento é rápido, mas a consciência é vasta


Há uma razão neurológica simples para nossa vulnerabilidade aos pensamentos automáticos: o cérebro trabalha para economizar energia.

Ele repete padrões, recicla memórias, recupera julgamentos antigos, reproduz velhos medos. Tudo isso para “antecipar” a realidade.


Mas há uma dimensão da realidade que o cérebro não alcança:

o espaço interior onde você observa tudo isso acontecendo.


Essa dimensão não é cognitiva, é consciente.

Ela não é veloz nem reativa. É estável e lúcida.


E esse espaço é a sua verdadeira força.


Quando você se ancora nele, o pensamento perde o poder de te empurrar.



A espiritualidade madura começa onde o pensamento termina


Não porque você parou de pensar,

mas porque deixou de acreditar que pensamento é identidade.


Esse ponto é a fronteira entre psicologia e espiritualidade.


A psicologia te ensina a reconhecer padrões;

a espiritualidade te ensina a não ser definido por eles.


A psicologia mostra como o pensamento funciona;

a espiritualidade mostra que você é mais do que o pensamento.


A psicologia te ajuda a reorganizar o conteúdo mental;

a espiritualidade te ensina a reconhecer quem observa o conteúdo.


Quando essas duas perspectivas se encontram,

nasce a “consciência testemunha” não como teoria, mas como experiência viva.



O gesto que muda tudo: ver o impulso antes de virar ação


Quando um pensamento aparece, ele costuma vir acompanhado de um micro-impulso:


• justificar-se,

• responder,

• retrucar,

• atacar,

• evitar,

• defender,

• se culpar,

• se explicar.


Esse micro-impulso é o verdadeiro risco.

É ele que transforma pensamento em comportamento.


A liberdade começa quando você desenvolve a capacidade de perceber o impulso antes que ele vire movimento.


Esse intervalo (milimétrico, quase invisível) é o espaço onde a consciência desperta.


Quando você vê o impulso, ele perde autoridade.

Você deixa de ser empurrado e pode escolher.


A mente pensa.

O corpo sente.

O impulso empurra.

E você observa.


Esse “você” é a liberdade.


Como treinar a liberdade interior no cotidiano


1. Torne visível o automático


Anote pensamentos repetitivos.

Dê nome aos ciclos.

Reconheça frases-padrão.

Tornar visível é tirar poder.


2. Observe o primeiro segundo após cada gatilho


Esse segundo contém tudo: o impulso, a emoção bruta, a memória implícita. Olhe para ele com honestidade.


3. Localize a tensão corporal


Todo pensamento automático deixa uma marca no corpo.

Onde aperta? Onde contrai? Onde queima?

O corpo denuncia antes de você perceber.


4. Recuse-se a agir imediatamente


A ação rápida demais é quase sempre reativa.

Espere três respirações.

Elas criam o intervalo onde a lucidez aparece.


5. Permita o pensamento existir sem se misturar a ele


Não lute, não expulse, não debata.

Apenas veja.

O que é visto sem envolvimento perde força.


6. Retorne ao que observa


Pergunte-se:

“Quem está vendo isso?”

Não busque resposta mental.

Apenas volte para o lugar interno da observação.


Esse lugar é sua liberdade.



O convite


Se você quer aprofundar esse processo de transformação,

aprender a perceber os pensamentos antes que te arrastem,

a separar impulso de intenção,

e a manter-se lúcido no meio da mente em movimento,

veja o vídeo completo:



🎥   Mude Sua Vida Mudando a Relação com os Pensamentos





E se quiser entender o passo anterior dessa jornada assista também:


🎥 O Segredo para Não Ser Dominado Pelos Pensamentos




Um vídeo te mostra como não se confundir com o pensamento.

O outro te mostra como mudar completamente a relação com eles.



Concluindo

No fim das contas, a maior descoberta espiritual é esta:


Você não precisa ser o que a mente produz.


O pensamento muda. Você permanece.

A emoção muda. Você permanece.

A memória, o impulso, o desejo mudam.

Você permanece.


Há algo em você que não é atravessado pelo fluxo mental:

um espaço estável, silencioso, lúcido.


É nesse espaço que a liberdade nasce.

É nele que a vida se reorganiza e você volta para casa.


E a partir desse lugar, até os pensamentos ganham outro brilho,

não como mestres, mas como visitantes.


Para experimentar isso na prática, assista aos vídeo

e aprofunde esse treino de retorno ao centro dentro da Confraria da Mente, onde o silêncio não é técnica, mas fundamento vivo do caminho.

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Andrés De Nuccio






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