Há um tipo de dor que não sangra, mas vai corroendo por dentro.
A pessoa se empenha, cuida, escuta, tenta prever o que o outro precisa antes mesmo que ele diga.
Entrega mais do que pedem, evita conflitos, amortece os embates.
Mas, ao final do dia, sente que sua presença não reverbera.
É como se ela estivesse — mas não contasse. Fosse útil — mas não percebida. Estivesse incluída — mas não acolhida.